VersÔes científicas de acesso gratuito, e os EUA concordam

Seguindo movimentos semelhantes da GrĂŁ-Bretanha e da UniĂŁo EuropĂ©ia, o governo dos EUA decidiu que os resultados de pesquisas cientĂ­ficas financiadas por fundos pĂșblicos deveriam ser disponibilizados Ă  Internet gratuitamente dentro de um ano apĂłs sua primeira publicação.

A decisão vem após a pressão de organizaçÔes científicas e outras, que acham absurdo pagar universidades para acessar estudos financiados por impostos.

Mais de 65.000 pessoas também assinaram uma petição à Casa Branca pedindo acesso gratuito a estudos federais.

No entanto, o EscritĂłrio de PolĂ­ticas para CiĂȘncia e Tecnologia da Casa Branca se apressou em esclarecer que havia levado em consideração os argumentos da indĂșstria editorial cientĂ­fica para permanecer viĂĄvel e continuar avançando no conhecimento cientĂ­fico. Assim, os estudos financiados pelo governo federal tornar-se-ĂŁo acessĂ­veis livremente pelo menos 12 meses apĂłs sua publicação inicial nas revisĂ”es de assinaturas, um perĂ­odo que muitos cientistas descreveram por muito tempo.

A decisão do governo dos EUA vem menos de um ano depois que Harvard anunciou que para de pagar para inspeçÔes científicas precisas e convida seus alunos a escolher inspeçÔes de acesso aberto. O principal motivo da decisão foi o custo das assinaturas, que totalizavam US $ 3,5 milhÔes por ano.

Algumas semanas depois, em junho de 2012, um relatĂłrio em nome do governo britĂąnico acabou no lugar que as inspeçÔes de acesso livre devem se tornar “o principal meio de publicação de pesquisas”.

Um mĂȘs depois, a ComissĂŁo Europeia anunciou que o trabalho cientĂ­fico financiado pela UE deveria ser disponĂ­vel gratuitamente para todos.

“Os contribuintes nĂŁo devem pagar o dobro pela pesquisa cientĂ­fica e exigir acesso imediato aos dados da pesquisa”, disse Nellie Cruz, comissĂĄria europĂ©ia da Agenda Digital.

As principais publicaçÔes cientĂ­ficas, como a revista Nature and Science e a Cell Review, extraem a maior parte de sua receita com assinaturas. Os editores argumentam que a qualidade nĂŁo Ă© barata, pois as principais versĂ”es exigem um grande nĂșmero de funcionĂĄrios e grandes bancos de dados.

A maior empresa do setor Ă© a holandesa Elsevier, que publica 2.000 crĂ­ticas (Cell, The Lancet, Gray’s Anatomy) e emprega 7.000 pessoas. Segundo a Reuters, a Elsevier faturou 2,1 bilhĂ”es de libras no ano passado e um lucro de 768 milhĂ”es, com uma margem de lucro de 37%.

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Na Ășltima dĂ©cada, no entanto, as inspeçÔes de acesso aberto tornaram-se cada vez mais populares, como o PLoS americano e a British Biomed Central, disponĂ­veis gratuitamente na Internet e cobrem seus custos operacionais, cobrando uma pequena quantia pela publicação de cada estudo.

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