STAR: A primeira cirurgia robótica de tecidos moles sem médico

Hoje, a cirurgia robótica é baseada principalmente no médico, que realiza a operação orientando o robô e tendo grande ajuda com ele. Mas o futuro reserva que os robôs não precisarão mais da presença de um médico.

Pela primeira vez, o robô STAR (robô inteligente de automação de tecidos) realizou cirurgias com sucesso nos tecidos moles de um animal, sem a necessidade de instruções ou a intervenção de um médico. Tudo o que o cirurgião fez foi monitorar o processo.

Isso é considerado uma conquista importante, pois os tecidos moles (tendões, músculos, nervos, vasos sanguíneos, pele, tecido adiposo) sofrem várias mudanças imprevisíveis durante a cirurgia e os cirurgiões devem se adaptar a eles. Mas o mesmo aconteceu com o STAR da Universidade Johns Hopkins, que neste caso foi capaz de costurar o intestino de volta à vida.

A STAR consiste em um braço robótico com uma ferramenta de costura, um sistema de imagem 3D e um sensor infravermelho próximo. A cirurgia é guiada por um “algoritmo de sutura autônomo” projetado especificamente para trabalhar com o sistema acima. Isso permite que ele tome decisões em tempo real e tenha muito cuidado em suas ações.

Os pesquisadores acreditam que os resultados do STAR são comparáveis ​​aos de cirurgiões humanos, talvez até melhores. Eles estimam que o cirurgião robótico STAR pode ser internado em hospitais nos próximos 2 anos, eliminando a necessidade de cirurgiões, que simplesmente monitorarão o procedimento. A questão, é claro, é a facilidade com que os pacientes serão persuadidos a abandonar um robô.

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