Spyware israelense usado para atacar telefones de funcion√°rios paquistaneses

Dizem que os celulares de pelo menos 25 altos funcion√°rios paquistaneses de defesa e intelig√™ncia s√£o o alvo da tecnologia pertencente √† empresa israelense de spywares NSO Group, revelou um jornal brit√Ęnico.

A suposta violação de privacidade foi descoberta durante uma análise de 1.400 pessoas cujos telefones foram alvo de tentativas de hackers duas semanas no início deste ano, disse o relatório, citando fontes familiarizadas com o assunto que não queriam ser identificadas.

Os usu√°rios de malware aproveitaram a vulnerabilidade do software WhatsApp para acessar mensagens e dados nos telefones de destino.

A descoberta da viola√ß√£o em maio fez com que o WhatsApp, de propriedade do Facebook, processasse a empresa israelense Spyware NSO em outubro, acusando a empresa de “acesso n√£o autorizado e abuso” de seus servi√ßos.

spyware

“O suposto direcionamento de altos funcion√°rios paquistaneses d√° uma primeira impress√£o de como o” spyware Pegasus “da NSO poderia ser usado para espionagem” estado sobre estado “, afirmou o relat√≥rio.

“Este tipo de spyware √© vendido como foi projetado para investiga√ß√Ķes criminais. Mas o segredo √© que acabou e est√° sendo usado para vigil√Ęncia pol√≠tica e espionagem do governo “, disse John Scott-Railton, pesquisador s√™nior do Citizen Lab, um grupo de pesquisa acad√™mica da Universidade de Toronto.

“Embora n√£o esteja claro quem quer atingir os funcion√°rios do governo paquistan√™s, os detalhes provavelmente suscitar√£o especula√ß√Ķes de que a √ćndia poderia usar a tecnologia NSO para vigil√Ęncia dom√©stica e internacional”, afirmou o relat√≥rio.

“O governo do primeiro-ministro indiano Narendra Modi est√° enfrentando perguntas de ativistas de direitos humanos sobre se comprou a tecnologia NSO desde o aparecimento de 121 usu√°rios do WhatsApp na √ćndia que teriam sido alvejados no in√≠cio deste ano”.

A √ćndia foi inicialmente vinculada ao NSO em 2018, quando um relat√≥rio do Lab Citizen identificou 36 “exploradores” Pegasus que estavam usando malware em 45 pa√≠ses. Uma empresa de minera√ß√£o com o codinome “Ganges” est√° ativa desde 2017 e infectou telefones celulares em cinco locais: √ćndia, Bangladesh, Brasil, Hong Kong e Paquist√£o.