Os monitores flexĂ­veis da Samsung ficam amarelos: um concorrente teria tentado roubar seus segredos

A Bloomberg revelou nas Ășltimas horas uma histĂłria completa de espionagem, no entanto, nĂŁo se passa na Berlim da Guerra Fria, mas na atual CorĂ©ia do Sul: um concorrente chinĂȘs da Samsung tentaria roubar os segredos de sua nova tela flexĂ­vel da gigante, subornando o CEO e oito funcionĂĄrios de um dos fornecedores que os produzem.

A tentativa é compreensível (obviamente, não justificåvel): 2019 serå de fato o ano de estreia de vårios dispositivos dobråveis, especialmente smartphones. Entre eles, um dos mais importantes certamente serå a Samsung, que investiu 150 bilhÔes de won (mais de 130 bilhÔes de dólares) em seis anos no desenvolvimento de tecnologia OLED flexível.

A introdução desses dispositivos trarå uma onda de inovaçÔes no setor estagnado de smartphones e poderå fornecer uma importante vantagem industrial para a empresa, que serå a primeira a colocar os pés no novo segmento. Portanto, aqueles que não possuem o conhecimento tecnológico para fazer uma exibição flexível, tentam não ficar para trås. Mesmo com meios incorretos.

No momento, os detalhes da história não são conhecidos, como o nome do fornecedor envolvido ou a empresa chinesa. O relatório diz apenas que o CEO teria recebido mais de 15 bilhÔes de won (cerca de 13,8 bilhÔes de dólares) para divulgar os segredos comerciais que ele possuía.

Os protagonistas agora seriam todos presos, descobertos pelas autoridades ao tentar embarcar os produtos em um cargueiro destinado Ă  China. Para melhor cobrir sua tentativa, o CEO tambĂ©m teria fundado uma empresa fictĂ­cia chefiada por sua cunhada, na qual seria possĂ­vel criar displays OLED flexĂ­veis destinados ao concorrente chinĂȘs.

Na Coréia do Sul, o roubo de propriedade intelectual é um crime grave, uma vez que o país tenta proteger sua posição de liderança no campo tecnológico, cada vez mais ameaçado precisamente pelo avanço constante dos produtores chineses.