O Twitter ainda está tentando descobrir como permitir que os usuários alterem seus tweets

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É 2019 e, em dois meses, o Twitter terá 13 anos. Muita coisa mudou desde o início em 2006, mas uma coisa não é: a incapacidade de editar os tweets. Esse recurso foi amplamente solicitado não apenas para corrigir erros tipográficos embaraçosos, mas também para esclarecer quaisquer declarações incorretas.

Sabendo muito bem que a sacola do Aeolus poderia ser aberta, a gigante das redes sociais abordou com muito cuidado como aplicar esse recurso. E o CEO Jack Dorsey tem algumas idéias que infelizmente ainda não funcionam.

Em uma entrevista, Dorsey explica por que o Twitter não tinha esse recurso desde o início. Tinha a ver com o fato de ter sido projetado com base na lógica do SMS, onde não há contratempos. Isso pode ter sido compreensível em 2006, mas não hoje. Há, é claro, uma razão mais profunda por trás desse medo.

É muito fácil se perder no Twitter, e não queremos dizer apenas dependência. É fácil se perder em uma série de conversas, esquecendo quem iniciou o tópico. É por isso que o Twitter está testando o recurso “Original Tweeter” ultimamente, para que você sempre saiba a quem “culpar”.

A capacidade de editar tweets, embora conveniente, também pode levar a cenários em que o criador de tweets negará ter dito uma coisa ou outra. Também seria confuso não saber exatamente a que os outros usuários estavam reagindo. Dorsey admite que eles pensaram que poderiam mostrar o tweet original e não processado, apenas como prova.

Uma alternativa aos tweets, sugere Dorsey, é atrasar o envio de um tweet por 5 a 30 segundos. Isso dará às pessoas tempo suficiente para pensar e corrigir seus tweets. No entanto, dada a maneira como os usuários usam o Twitter, é provável que isso os leve a outras redes sociais.

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