O passado violento da lua

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Dois satĂ©lites “gĂŞmeos” da NASA, no decurso da missĂŁo do Graal que orbita a Lua, criaram o mapa mais preciso do campo gravitacional da Lua e, mais geralmente, de qualquer outro corpo celeste. Entre outras coisas, o mapa revela o violento passado da lua, pois as colisões de cometas e asterĂłides deixaram sua marca nĂŁo apenas na superfĂ­cie da Lua (crateras visĂ­veis), mas tambĂ©m mais profundamente no interior invisĂ­vel de sua crosta. onde o movimento perpĂ©tuo das placas tectĂ´nicas, a atividade vulcânica e a erosĂŁo do solo apagaram vestĂ­gios de colisões antigas, especialmente na tenra idade de nosso planeta, na Lua, tanto a superfĂ­cie quanto o interior permaneceram quase intactos por bilhões. anos. Eles, portanto, fornecem um registro geolĂłgico dos violentos eventos do passado, especialmente nos estágios iniciais do nosso sistema solar.

O novo mapa da lua em alta resolução, baseado nas medições do Graal, mostra variações na gravidade causadas por solavancos (por exemplo, montanhas) ou por entalhes no solo (por exemplo, crateras), mas e das estruturas geolĂłgicas mais profundas dentro da Lua, agora revelando em toda a sua glĂłria as “fraturas” e os golpes esmagadores que a crosta da Lua sofreu no passado.

Os cientistas descobriram que, sob a superfície cheia de crateras, a crosta da Lua é quase completamente pulverizada (98%) pelas múltiplas quedas de vários corpos celestes. A descoberta mostra que a nossa lua, e possivelmente a própria Terra, nos primeiros bilhões de anos após sua criação (no momento em que os primeiros microorganismos apareceram), sofreram um ataque ainda mais massivo e destrutivo por enormes rochas do espaço, do que o que os cientistas estimaram até agora.

As novas medições mostram que a crosta lunar tem 34 a 43 quilĂ´metros de espessura e Ă© de 10 a 20 quilĂ´metros mais fina do que se pensava anteriormente pelos geĂłlogos. De fato, em algumas áreas planas, parece nĂŁo haver quase nenhuma crosta, o que significa que existe uma “janela” para a camada geolĂłgica mais profunda, o manto da lua, entre a crosta e o nĂşcleo.

O mapa revela que a crosta lunar superior nĂŁo contĂ©m muitas rochas densas, mas consiste principalmente de materiais porosos, que foram fragmentados no passado. Entre esse material mais leve, tambĂ©m existem grandes porões espalhados – atĂ© 500 km de comprimento – “valas” lineares, consistindo de material mais pesado e mais denso, que provavelmente provĂ©m de um magma solidificado que subiu mais apĂłs as colisões.

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