O gene do caráter ativo está associado à longevidade

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Uma variedade de um gene ligado ao aumento da atividade física e social parece beneficiar indiretamente a longevidade, de acordo com estudos genéticos em camundongos e seres humanos.

O estudo diz respeito a uma variedade (alelo) do gene DRD4, que √© encontrado em taxas desproporcionalmente altas naqueles que sobrevivem al√©m dos 90 anos de idade. Al√©m disso, est√° associado ao aumento da vida √ļtil de animais experimentais, relatam os pesquisadores no The Journal of Neuroscience.

O gene DRD4 cont√©m informa√ß√Ķes sobre a produ√ß√£o de um receptor de dopamina, que est√° presente na superf√≠cie de certas c√©lulas cerebrais e medeia a comunica√ß√£o entre elas.

O sistema de dopamina no cérebro, que é afetado por muitos medicamentos, como a cocaína, é conhecido por desempenhar um papel importante no foco da atenção e na realização de atividades prazerosas.

Essa variedade específica de DRD4, chamada 7R, suprime a ação do receptor. O resultado possível é que os portadores precisam estimular mais fortemente o sistema de recompensa no cérebro para sentir a mesma satisfação.

As pessoas com o alelo 7R, dizem os pesquisadores, tendem a ser mais ativas e mais sociais, embora a mesma variedade tenha sido associada ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, bem como a uma tendência a dependência e comportamentos de risco.

O novo estudo agora liga o 7R √† longevidade, mas n√£o foi poss√≠vel dizer se havia um nexo de causalidade: “Embora essa varia√ß√£o gen√©tica provavelmente n√£o afete diretamente a longevidade, ela est√° ligada a tra√ßos de personalidade que s√£o conhecidos por serem importantes para um indiv√≠duo.” Vida longa e saud√°vel “, disse Robert Moses, professor da Universidade da Calif√≥rnia em Irving e diretor do Instituto Nacional Americano de Abuso de Subst√Ęncias.

De fato, estudos anteriores mostraram que o aumento da atividade f√≠sica e social tende a proporcionar sa√ļde e prolongar a vida.

No novo estudo, a equipe de Moyes analisou 310 voluntários pela primeira vez que participaram de um estudo maior e mais amplo da longevidade. A análise mostrou que voluntários acima de 90% tinham 66% mais chances de levar a variedade 7R, em comparação com um grupo controle de quase 3.000 pessoas de 7 a 45 anos.

O estudo continuou em camundongos e verificou-se que os animais que não possuíam esse alelo apresentaram uma redução de 7,0 a 9,7% na expectativa de vida.

De fato, de acordo com pesquisas anteriores da mesma equipe de pesquisa, o alelo 7R do receptor foi favorecido pela sele√ß√£o natural durante uma onda de migra√ß√£o da √Āfrica para a Europa 30.000 anos atr√°s.

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