O Fujitsu A64FX leva o ARM ao mundo dos supercomputadores. Adeus a SPARC

Fujitsu ela Ă© muito ativa – entre outras coisas – no desenvolvimento de supercomputadores. A empresa japonesa adquiriu uma licença para a arquitetura SPARC da Sun Microsystems (agora Oracle) e a criou o supercomputador mais rĂĄpido do mundo em 2011, o computador “K”. Sete anos depois, com a arquitetura SPARC destinada ao pĂŽr-do-sol, a nova geração do “K” Fujitsu mudou-se para outra arquitetura RISC que promete garantir desempenho de alto nĂ­vel: BRAÇO.

Na verdade, a Fujitsu colaborou diretamente com a ARM para desenvolver o Processador A64FX, que usa arquitetura ARMv8-A com instruçÔes SVE (ExtensĂŁo vetorial escalĂĄvel) especialmente projetada para uso em supercomputadores. Cada processador pode ser configurado para conter atĂ© 48 nĂșcleoscom dois canais SIMD de 512 bits por nĂșcleo, suporte de memĂłria HBM2, quatro nĂșcleos “assistentes” e largura de banda de memĂłria, que devem ter um papel de parede na parede de terabytes por segundo.

Tudo isso fornece um capacidade de computação de 2,7 TFLOPS por processador em cĂĄlculos de ponto flutuante de precisĂŁo dupla (64 bits) ou duplo (5,4 TFLOPS) para cĂĄlculos de precisĂŁo de bit Ășnico de 32 bits. Espera-se que o Fujitsu A64FX seja usado principalmente para inteligĂȘncia artificial, que faz grande uso do ponto flutuante com precisĂŁo Ășnica, portanto esses sĂŁo os dados mais relevantes. O resultado final deve ser uma melhoria no duas vezes e meia o desempenho comparado aos processadores SPARC XIfx que o A64FX substitui.

O A64FX farå uso da interconexão ToFu (Torus Fusion) que garante escalabilidade de até 100.000 nós e conexÔes duplex (bidirecional) com largura de banda de pico de 10 GB / s.

Essas melhorias de desempenho tambĂ©m sĂŁo acompanhadas de promessas de melhorias na eficiĂȘncia energĂ©tica, graças tambĂ©m Ă  possibilidade de monitorar o desempenho e o consumo no nĂ­vel do chip Ășnico.

Atualmente, o Fujitsu A64FX é destinado ao sucessor do computador K, desenvolvido em colaboração com o Riken Advanced Institute for Computational Science. Não se sabe, como escreve o Network World, se também serå disponibilizado fora do Japão.