Mercado de smartphones, primeiro passo histórico na China?

Uma queda de 4% nas remessas de smartphones para a China em 2017. √Č isso que emerge do novo relat√≥rio produzido pelo instituto de pesquisa Canalys, focado precisamente em um dos principais pa√≠ses de todo o setor de dispositivos m√≥veis. Uma reviravolta provavelmente fisiol√≥gica, mas que abre uma s√©rie de considera√ß√Ķes.

Entrando em detalhes, o n√ļmero de smartphones enviados para a China em 2017 seria de 459 milh√Ķes de unidades. Como mencionado, uma redu√ß√£o de 4% em rela√ß√£o a 2016 e, acima de tudo, o primeiro sinal negativo nessa √°rea desde 2009. Nesse sentido, o gr√°fico criado pela Canalys permite ter uma imagem clara da situa√ß√£o.

Mercado de smartphones na China

Entre 2009 e 2013, os n√ļmeros marcados pelos smartphones na China foram impressionantes. Em 2011, por exemplo, os embarques registraram um aumento de 150% em rela√ß√£o ao ano anterior, atingindo 88% dois anos depois. Uma tend√™ncia evidentemente impulsionada pela novidade representada na √©poca por esses dispositivos e por um mercado certamente menos saturado que o atual.

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Desde 2014, o crescimento das remessas diminuiu, enquanto continua a registrar sinais positivos. Para entender melhor a situa√ß√£o que surgiu na China em 2017, √© inevit√°vel fazer refer√™ncia aos resultados alcan√ßados pelos produtores individuais, com foco especial no √ļltimo trimestre do ano em quest√£o.

Mercado de smartphones na China

De acordo com o que Canalys encontrou, no √ļltimo trimestre de 2017, os embarques de smartphones para a China teriam diminu√≠do 14%. A Huawei, no per√≠odo considerado, teria sido a √ļnica empresa a aumentar as entregas, com + 9% gerada pelos 24 milh√Ķes de smartphones distribu√≠dos. N√ļmeros que lhe permitiram manter o primeiro lugar com firmeza.

Segunda e terceira posi√ß√Ķes ocupadas pela Oppo e Vivo, com respectivamente -16% e -7% em embarques. Quarto lugar para Apple e quinto lugar para Xiaomi, tamb√©m com um sinal de menos referente √†s unidades de smartphones entregues. Em suma, parece que a queda nos embarques para a China em 2017 √© principalmente o resultado dos resultados alcan√ßados pelas v√°rias empresas no √ļltimo trimestre do ano.

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Tendo em mente que este n√£o √© um dado oficial, n√£o h√° d√ļvida de que esses n√ļmeros, se confirmados, representariam uma tend√™ncia a ser monitorada durante 2018. A China √© um pa√≠s essencial para o mercado de smartphones, e uma desacelera√ß√£o nessas √°reas pode significar uma diminui√ß√£o ainda mais acentuada em termos de global.

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Resta ver quanto tudo isso pode representar uma queda fisiol√≥gica. Comparadas aos primeiros anos do fen√īmeno dos smartphones, hoje as empresas se encontram operando em um mercado decididamente saturado. No estado atual, especialmente em rela√ß√£o √†s capacidades funcionais alcan√ßadas por esses dispositivos, √© dif√≠cil pensar em um setor com taxas de crescimento compar√°veis ‚Äč‚Äč√†s de alguns anos atr√°s.

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A sensação é de que um verdadeiro salto adiante do ponto de vista tecnológico e funcional, é algo necessário para permitir que os smartphones ataquem novas quotas de mercado. Os próximos anos serão cruciais nesse sentido.


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