#JusticeForAaronSwartz Deformidades em sites do MIT por Anonymous

O site de um subdomínio do MIT foi invadido por ser visivelmente distorcido. A deformação foi anunciada por um deles com uma mensagem no Twitter

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anon mit

Durante a reda√ß√£o do artigo, a p√°gina permanece invadida. Segundo o an√ļncio do Anonymous, o ataque ao MIT (cogen.mit.edu) ocorreu em protesto ao suic√≠dio de Aaron Swartz. O texto n√£o est√° escrito no conhecido estilo muito agressivo do Anonymous e, no final, eles pedem desculpas ao administrador do site do MIT, mostrando respeito ao instituto de tecnologia popular. A mensagem a seguir afirma que o suic√≠dio pode, por si s√≥, ser um convite √† a√ß√£o que resultar√° em reformas.

Atualizada

Imediatamente ap√≥s o primeiro an√ļncio do Anonymous, chega um segundo que afirma que o segundo subdom√≠nio do MIT (rledev.mit.edu) tamb√©m foi deformado. A mensagem postada √© igual ao primeiro dom√≠nio. Parece que os objetivos do neg√≥cio Anonymous #JusticeForAaronSwartz s√£o o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e √© poss√≠vel que possamos ver outros sites distorcidos no futuro pr√≥ximo. Leia a mensagem completa:

Em Memoriam, Aaron Swartz, 8 de novembro de 1986 a 11 de janeiro de 2013, Requiescat in pace. Uma breve mensagem do Anonymous.Quer o governo tenha contribu√≠do ou n√£o para o suic√≠dio, o abuso da justi√ßa por suic√≠dio foi um erro grotesco de justi√ßa, uma sombra distorcida e perversa da justi√ßa pela qual Aaron morreu lutando – libertando a literatura cient√≠fica de financiamento p√ļblico de um sistema de publica√ß√£o que a torna inacess√≠vel para a maioria dos que pagaram por isso – possibilitando a melhoria coletiva do mundo atrav√©s da facilita√ß√£o do compartilhamento – um ideal que todos devemos apoiar.

Al√©m disso, a situa√ß√£o em que Aaron se destaca destaca a injusti√ßa das leis de crimes de computador dos EUA, particularmente seus regimes de puni√ß√£o, e a justi√ßa altamente question√°vel da negocia√ß√£o pr√©-julgamento. O ato de Aaron foi sem d√ļvida um ativismo pol√≠tico; teve consequ√™ncias tr√°gicas.

Nossos desejos

  • Apelamos para que essa trag√©dia seja a base da reforma das leis sobre crimes de computador e dos acusadores excessivamente zelosos que os usam.
  • Apelamos para que essa trag√©dia seja uma base para a reforma das leis de direitos autorais e propriedade intelectual, devolvendo-a aos princ√≠pios apropriados do bem comum para muitos, em vez de ganho privado para poucos.
  • Apelamos para que essa trag√©dia seja a base para um maior reconhecimento da opress√£o e das injusti√ßas acumuladas diariamente por certas pessoas e institui√ß√Ķes de autoridade sobre quem se atreve a se levantar e ser contado por suas cren√ßas, e por maior solidariedade e ajuda m√ļtua em resposta.
  • Pedimos que essa trag√©dia seja a base de um compromisso renovado e inabal√°vel com uma Internet livre e sem restri√ß√Ķes, poupada da censura com igualdade de acesso e franquia para todos.
  • Para o fim, n√£o seremos julgados de acordo com o que damos, mas de acordo com o que guardamos para n√≥s mesmos.

    Aaron, sentiremos muita falta da sua amizade e da sua ajuda na construção de um mundo melhor. Que você possa ler em paz.

    ‚ÄĒ-

    Quem foi Aaron Swartz? Um herói na campanha SOPA / PIPA, co-fundador do Reddit, RSS, Progresso da Demanda, Avaaz, etc…:

    Manifesto de Acesso Aberto da Guerrilha

    Informa√ß√£o √© poder. Mas, como todo poder, h√° quem queira mant√™-lo para si. Todo o patrim√īnio cient√≠fico e cultural do mundo, publicado ao longo de s√©culos em livros e revistas, est√° sendo cada vez mais digitalizado e trancado por um punhado de empresas privadas. Quer ler os artigos com os resultados mais famosos das ci√™ncias? Voc√™ precisar√° enviar quantias enormes para editores como Reed Elsevier.

    H√° aqueles que lutam para mudar isso. O Movimento de Acesso Aberto tem procurado validamente garantir que os cientistas n√£o assinem seus direitos autorais, mas garantir que seu trabalho seja publicado na Internet, sob termos que permitam a qualquer pessoa acess√°-lo. Mas, mesmo nos melhores cen√°rios, o trabalho deles se aplicar√° apenas a itens publicados no futuro. Agora tudo se perdeu.

    √Č um pre√ßo muito alto a pagar. For√ßando os acad√™micos a pagar dinheiro para ler o trabalho de seus colegas? Verificando bibliotecas inteiras, mas permitindo apenas que o pessoal do Google as leia? Fornecendo artigos cient√≠ficos para as universidades de elite do Primeiro Mundo, mas n√£o para as crian√ßas do Sul Global? √Č ultrajante e inaceit√°vel.

    ‚ÄúEu concordo‚ÄĚ, muitos dizem, ‚Äúmas o que podemos fazer? As empresas det√™m os direitos autorais, ganham enormes quantias de dinheiro cobrando pelo acesso e √© perfeitamente legal – n√£o h√° nada que possamos fazer para det√™-los. ” Mas h√° algo que podemos, algo que j√° est√° sendo feito: podemos revidar.

    Aqueles com acesso a esses recursos – estudantes, bibliotec√°rios, cientistas – voc√™ recebeu um privil√©gio. Voc√™ pode se alimentar neste banquete de conhecimento enquanto o resto do mundo est√° trancado. Mas voc√™ n√£o precisa – de fato, moralmente, n√£o pode – manter esse privil√©gio para si. Voc√™ tem o dever de compartilh√°-lo com o mundo. E voc√™ tem: troca de senhas com colegas, preenchimento de solicita√ß√Ķes de download para amigos.

    Enquanto isso, aqueles que foram bloqueados n√£o est√£o √† toa. Voc√™ andou furtivamente por buracos e escalou cercas, liberando as informa√ß√Ķes bloqueadas pelos editores e as compartilhando com seus amigos.

    Mas toda essa a√ß√£o continua no escuro, oculta no subsolo. √Č chamado de roubo ou pirataria, como se compartilhar uma riqueza de conhecimentos fosse o equivalente moral de saquear um navio e matar sua tripula√ß√£o. Mas compartilhar n√£o √© imoral – √© um imperativo moral. Somente os cegos pela gan√Ęncia se recusariam a deixar um amigo fazer uma c√≥pia.

    Grandes corpora√ß√Ķes, √© claro, s√£o cegadas pela gan√Ęncia. As leis sob as quais operam exigem isso – seus acionistas se revoltam com algo menos. E os pol√≠ticos que eles compraram de volta, aprovando leis que lhes conferem o poder exclusivo de decidir quem pode fazer c√≥pias.

    N√£o h√° justi√ßa em seguir leis injustas. √Č hora de entrar na luz e, na grande tradi√ß√£o da desobedi√™ncia civil, declarar nossa oposi√ß√£o a esse roubo privado da cultura p√ļblica.

    Precisamos levar as informa√ß√Ķes, onde quer que estejam armazenadas, fazer nossas c√≥pias e compartilh√°-las com o mundo. Precisamos pegar coisas que n√£o t√™m direitos autorais e adicion√°-las ao arquivo. Precisamos comprar bancos de dados secretos e coloc√°-los na Web. Precisamos baixar revistas cient√≠ficas e envi√°-las para redes de compartilhamento de arquivos. Precisamos lutar pelo Guerilla Open Access.

    Com muitos de nós, em todo o mundo, não apenas enviaremos uma mensagem forte contra a privatização do conhecimento Рfaremos disso uma coisa do passado. Você vai se juntar a nós?

    Aaron Swartz

    Julho de 2008, Eremo, It√°lia

    ‚ÄĒ‚Äď

    Você foi o melhor de nós; você ainda pode trazer o melhor de nós.

    -An√īnimo, 13 de janeiro de 2013.

    ‚ÄĒ-

    (P√≥s-escrito: Pedimos desculpas aos administradores do MIT por esse uso tempor√°rio de seus sites. Entendemos que √© um momento de busca da alma de todos os que est√£o dentro dessa grande institui√ß√£o, tanto – talvez para alguns envolvidos ainda mais – do que √© para a maior comunidade da Internet. N√£o atribu√≠mos culpa ou responsabilidade ao MIT pelo que aconteceu, mas pedimos que todos aqueles que se sentem pesados ‚Äč‚Äčna proximidade com essa perda terr√≠vel sejam reconhecidos em vez da responsabilidade que t√™m – que todos temos – construir e salvaguardar um futuro que deixaria Aaron orgulhoso e honrar os ideais e dedica√ß√£o que ardiam t√£o intensamente dentro dele, incorporando-os em pensamentos, palavras e a√ß√Ķes.