Google, as tecnologias para tornar os smartphones e a Web mais acessíveis às pessoas com deficiência

Durante um evento recente em Milão, Google Itália ele nos explicou o tecnologias que a empresa está desenvolvendo para tornar seus produtos mais inclusivos, especialmente Android e aplicativos de ecossistema. Inclusão, acessibilidade, são termos que significam apenas uma coisa: não exclua as pessoas com deficiência do progresso tecnológico, que agora é cada vez mais equivalente à vida cotidiana.

Para n√≥s, o uso do smartphone – embora muitas vezes por raz√Ķes triviais – foi uma grande novidade, o que nos ajuda na vida cotidiana de v√°rias maneiras. Mas imagine que voc√™ tem uma defici√™ncia visual, o que impede voc√™ de olhar para o Google Maps e descobrir para onde virar.

Claro, existe o assistente de voz para guiá-lo, mas como você abre o aplicativo de navegação? Ou você acha que tem problemas de audição, para abrir uma página no Chrome e encontrar um vídeo que lhe interessa, mas sem legendas: como entender o que o orador está dizendo? Lendo o lábio? Sim, mas não é assim tão simples.

Para isso, o Google est√° trabalhando em 360 graus para melhorar seus produtos, tornando-os acess√≠veis e √ļteis para muitas pessoas com defici√™ncias de todos os tipos, mesmo que n√£o sejam muito graves. Acessibilidade tamb√©m equivale a autonomia, porque permitir que uma pessoa com defici√™ncia possa mover-se do ponto A para o ponto B sem a ajuda de ningu√©m √© uma conquista interessante h√° apenas alguns anos, inimagin√°vel.

Em Mountain View, sede do Google, mas tamb√©m no resto do mundo, a empresa americana criou deuses equipes projetadas para analisar as dificuldades di√°rias dos deficientes e entender como ajud√°-los via smartphone. Um longo caminho, ousar√≠amos chamar de maratona, devido aos muitos tipos de defici√™ncias existentes, e certamente n√£o ser√° poss√≠vel ajudar a todos, mas existem centenas de milh√Ķes de pessoas que, com poucas precau√ß√Ķes, podem encontrar grandes benef√≠cios.

Existem 466 milh√Ķes de pessoas surdas ou com defici√™ncias auditivas graves no mundo, ou seja, uma pessoa em quinze ou, se preferir outras estat√≠sticas, um n√ļmero que representa o terceiro pa√≠s mais populoso do mundo, depois da China e da √ćndia. Infelizmente, o n√ļmero dever√° subir para 900 milh√Ķes em 2055.

Para essas pessoas, o Google desenvolveu solu√ß√Ķes como Transcri√ß√£o instant√Ęnea (conversas reais sobre legendas) e Legenda ao vivo (em tempo real, legenda qualquer conte√ļdo de √°udio, j√° dispon√≠vel, mas apenas em ingl√™s nos Pixels por enquanto), mas tamb√©m Amplificador (amplifica seu ambiente, dispon√≠vel) e suporte para aparelhos auditivos (j√° dispon√≠veis).

A √ļltima fun√ß√£o √© particularmente interessante, porque, se antes era necess√°rio usar um acess√≥rio para conectar o smartphone ao aparelho auditivo, agora √© poss√≠vel receber chamadas ou ouvir streaming de √°udio sem qualquer outro tipo de aparelho. O amplificador funciona em 1,8 bilh√Ķes de dispositivos e seu modo operacional foi redesenhado recentemente.

A beleza √© que essas tecnologias podem ser √ļteis Al√©m disso para pessoas saud√°veis, por exemplo, se voc√™ est√° tentando assistir a um filme no metr√ī lotado e n√£o possui fones de ouvido: a Legenda ao vivo pode legendar o v√≠deo, permitindo que voc√™ entenda o significado.

Para quem tem dificuldades visuais aqui est√° a possibilidade de selecionar um texto a ser reproduzido pelo Google Assistant e TalkBack, um leitor de tela que permite que voc√™ use seu smartphone seguindo as indica√ß√Ķes de uma voz guia, gra√ßas √† divis√£o da tela em √°reas numeradas.

Aqueles que sofrem de problemas motores, pode ativar uma função que permite que você use seu smartphone com uma mão ou através Switch Access conecta um acessório externo ao smartphone dedicado a navegar na interface e interagir com os vários elementos. Obviamente, o controle por voz é adicionado a tudo isso.

Tudo isso, √© preciso dizer, seria dif√≠cil de implementar sem o trabalho constante do Google com intelig√™ncia artificial e aprendizado de m√°quina, que permitem tornar o software cada vez mais flex√≠vel e inteligente para dar o passo extra necess√°rio para tornar o smartphone e outros produtos da empresa ao alcance de um n√ļmero maior de pessoas.

Muito interessante e certamente muito comovente (assista ao vídeo para entender do que estamos falando), o que foi feito e ainda está fazendo Lorenzo Caggioni, engenheiro di Google Itália, com Projeto Diva. Diva significa DIVersely Assisted. Um projeto nascido para ajudar Giovanni, irmão de Caggioni, nascido com síndrome de Down, síndrome de West e catarata congênita.

O Project Diva é baseado em um dispositivo portátil que permite que pessoas como Giovanni não possam falar e interagir adequadamente comande o Google Assistant sem usar sua voz.

Em termos concretos, estamos falando de uma caixa que se conecta a um bot√£o por meio de um conector cl√°ssico de 3,5 mm. Giovanni s√≥ precisa pressionar o bot√£o para iniciar um comando – obviamente pr√©-estabelecido – em dire√ß√£o ao Google Assistant. Dessa forma, Giovanni, um √≥timo amante da m√ļsica, pode ouvir suas m√ļsicas favoritas usando os mesmos dispositivos e servi√ßos que sua fam√≠lia e amigos usam, sem se sentir exclu√≠do da vida em fam√≠lia.

O pr√≥ximo passo para Caggioni e sua equipe deve ser confiar Etiqueta RFID, para permitir ampliar o espectro de a√ß√Ķes que podem ser iniciadas por Giovanni e pessoas com suas dificuldades. Por exemplo, uma pessoa pode usar um boneco para reproduzir um desenho animado ou um CD para iniciar a m√ļsica, simplesmente aproximando o objeto do Project Diva.

Quando dizemos que queremos criar conte√ļdo para todos, realmente queremos dizer para todos “, disse Sundar Pichai, CEO do Google. ‚ÄúA acessibilidade √© um ponto crucial da nossa miss√£o, bem como o nosso valor corporativo fundamental. N√£o consideramos um problema resolvido at√© que seja efetivamente resolvido para todos. A grande promessa da tecnologia √© dar a todos a mesma chance de alcan√ßar seus objetivos. Enquanto houver obst√°culos para algu√©m, ainda ser√° necess√°rio trabalhar para remov√™-los. “