Google apresenta novas soluções para o problema dos dispositivos dobráveis

Desde que a idéia foi concebida, os dispositivos dobráveis ​​cativaram o mundo da tecnologia. O conceito em si é muito atraente, mas a perspectiva de criar esse dispositivo tem sido um grande desafio para os engenheiros. Após muita pesquisa científica, o Google desenvolveu soluções inovadoras para combater a complexidade mecânica da implementação dessa ideia. A gigante da tecnologia não perdeu tempo em registrar a patente para esses conceitos, publicada no sábado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

O que Ă© ainda mais interessante sĂŁo as palavras usadas para descrever a patente: “dispositivo de computação dobrável”, que Ă© um termo geral que cobre qualquer tipo de dispositivo flexĂ­vel, dobrável ou dobrável e nĂŁo Ă© mencionado apenas em smartphones. A patente pode permitir que o Google reivindique direitos de entidades que fabricam e vendem dispositivos eletrĂ´nicos que aumentam a resiliĂŞncia desses dispositivos, usando um ou mais desses mĂ©todos.

Do ponto de vista técnico, o maior desafio para a produção de um smartphone dobrável funcional era garantir que os circuitos e componentes internos da tela pudessem suportar a pressão e o uso a que serão submetidos, enquanto passavam pelo processo de dobrar na tela. base regular. Os materiais convencionais não são capazes de suportar essas forças por um longo tempo, resultando em sua incapacidade a longo prazo de reparar e na incapacidade de usar. A patente do Google propõe três soluções diferentes e se concentra de maneira inteligente nas maneiras de melhorar a resistência, em vez da aparência dobrável do dispositivo, que é viável, lucrativa e fácil de implementar.

Das três soluções que propõe, a primeira apresenta a perspectiva de estabelecer um limite para a extensão da capacidade de flexão do dispositivo, incorporando o uso de fibras de baixa tensão para evitar causar danos permanentes devido a repetidas dobras. O segundo método para aumentar a durabilidade envolve o uso do nitinol, uma liga flexível que possui a propriedade exclusiva de retornar à sua estrutura original após a flexão.

Finalmente, o terceiro método fornece substâncias elásticas, como espuma ou gel, que podem ser apertadas quando dobradas e suportam as pressões do processo de dobragem. Além disso, essas substâncias podem ser amplificadas por partículas eletroativas que podem responder a entradas elétricas. A aplicação dessa teoria pode produzir um dispositivo flexível programado para dobrar e desdobrar ou assumir formas específicas sem que o usuário exerça pressão.

Um dispositivo flexível, capaz de mudar sua forma por conta própria, será o primeiro do gênero, criando uma demanda extremamente alta nos mercados consumidores em todo o mundo. No entanto, ainda não se sabe o que o Google fará com esta patente e se pretende aplicá-la a seus próprios produtos.