Gaia-X: a nova plataforma de computação em nuvem da Europa

Parece que a Europa decidiu se livrar da Am√©rica em termos de servi√ßos de computa√ß√£o em nuvem, criando o “Gaia-X”.

Gaia-X

Uma equipe de 22 empresas da França e da Alemanha está desenvolvendo uma nova plataforma em nuvem, que será lançada em breve e espera ajudar os países europeus a se livrarem de sua dependência dos serviços de computação em nuvem dos EUA.

Segundo a Reuters, a entidade que gerencia a plataforma Gaia-X será registrada como uma empresa sem fins lucrativos, de acordo com a lei belga. Os ministros das Finanças da Alemanha e da França anunciarão em breve e oficialmente o progresso do projeto na mídia.

As empresas que realizaram esse projeto estimam que ele estará pronto para começar no início de 2021 e esperam que acabe com a dependência da Europa dos Estados Unidos nesta área.

Se tudo der certo, o Gaia-X poderá competir com serviços como Google Cloud Platform, Amazon Web Services, Microsoft Azure, Alibaba e IBM, que até agora lideraram o campo de serviços de computação em nuvem e hospedagem de dados.

Tanto a França quanto a Alemanha se referiram repetidamente a essa questão de soberania e segurança, pois seus dados são hospedados em servidores pertencentes a empresas do Vale do Silício.

A recente turbulência geopolítica e as guerras comerciais entre os dois países preocuparam os políticos europeus, que não se sentem mais seguros hospedando os dados de seus países em servidores nos Estados Unidos e na China.

Criar um ambiente em nuvem local mais seguro n√£o s√≥ beneficiar√° os pa√≠ses europeus, mas tamb√©m estar√° alinhado com a estrat√©gia da Comiss√£o Europeia para um √ļnico mercado digital.

O projeto GAIA-X foi desenvolvido na Alemanha e o ministro Peter Altmeier é responsável por ele. Atualmente, várias empresas e institutos de pesquisa de diferentes países estão participando da iniciativa, incluindo alguns grandes nomes como SAP, Siemens, Deutsche Telekom e Bosch da Alemanha, além da empresa francesa Atos, que anteriormente liderava a Europa. Comissário Thierry Breton.