Firefox est√° lutando por um futuro melhor na internet

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Você já se perguntou por que escolheu o navegador usado para navegar na web? Hoje, quase 3/4 dos usuários usam o Chrome do Google. No entanto, a escolha do navegador deve se basear em fatores como acesso aberto à Internet e como os dados dos usuários são coletados.

A Mozilla, uma organiza√ß√£o sem fins lucrativos que visa promover “liberdade, inova√ß√£o e participa√ß√£o on-line” conhecida por seu navegador Firefox, que come√ßou a se desenvolver em 2003, foi criada em 1998 para supervisionar o desenvolvimento de uma variedade de ferramentas. Internet desenvolvida por outro navegador – Netscape Communicator.

A Mozilla teve seus altos e baixos todos esses anos. Outras vezes, ele conseguiu se tornar extremamente popular, enquanto outras foi deixado de lado por outros navegadores. Agora, porém, ele espera uma recuperação.

A Mozilla, no entanto, não está mais disputando participação de mercado: está disputando o futuro da Internet.

“Anos atr√°s, pens√°vamos que todas as empresas e redes sociais se preocupavam conosco e se preocupavam conosco”, disse Michell Baker, referindo-se aos usu√°rios da Internet como um todo.

O Chrome, o navegador mais popular do mundo, foi criado pela quarta empresa mais valiosa do mundo, a Alphabet, empresa controladora do Google. O segundo navegador mais popular do mundo, o Safari, foi criado pela segunda empresa mais valiosa do mundo – a Apple. Em terceiro lugar, o Firefox.

Mas, segundo Baker, apenas a Mozilla está motivada a tornar o uso da internet uma experiência agradável. A principal prioridade do Google é canalizar dados do usuário para a vasta máquina de publicidade que responde pela maior parte de sua receita. A motivação da Apple, por outro lado, é garantir que seus clientes continuem comprando um novo iPhone a cada dois anos e não se voltem para o Android.

A preocupa√ß√£o de Baker sobre o controle do Google √© que ele n√£o permite que ningu√©m o lute. √Č bem poss√≠vel criar um navegador que impe√ßa as empresas de publicidade de coletar dados do usu√°rio. Mas √© improv√°vel que qualquer navegador criado por uma empresa de publicidade ofere√ßa esse recurso.

Não é apenas o Google que se beneficia. O Facebook pode ser visto como um adversário, mas ambas as empresas têm um interesse comum em limitar a capacidade dos usuários de moldar o funcionamento da Internet.

Assim, o Firefox fornece sites como o Facebook em “cont√™ineres”, que se aproveitam da rede social, para que outros sites n√£o possam ver o que est√° acontecendo nele. Baker diz: “Isso reduz a capacidade do Facebook de rastrear voc√™ on-line e monitor√°-lo quando voc√™ n√£o est√° no Facebook e est√° apenas vivendo sua vida”.

Ela insiste que essas solu√ß√Ķes s√£o importantes. A corrida est√° ocorrendo em v√°rias frentes e a Mozilla espera usar sua configura√ß√£o como um “amigo na internet” para se destacar de um simples provedor de navegadores.

A Mozilla lançou o Monitor, um serviço de violação de dados. Lockwise, um gerenciador de senhas, e Sent, um serviço alternativo WeSendit que se concentra na privacidade. Também foi lançada uma versão beta de teste de um serviço VPN, que espera promover aos usuários para proteger a privacidade.

No entanto, n√£o devemos esquecer a Apple. As duas empresas compartilham alguns objetivos e caracter√≠sticas comuns. Onde o Firefox “melhorou a prote√ß√£o de rastreamento”, o navegador Safari da Apple tem “preven√ß√£o de rastreamento inteligente”. Quando o Firefox vence o Google, prometendo que “protege sua privacidade em todos os produtos”, Tim Cook, da Apple, ataca o Facebook, dizendo: “Privacidade para n√≥s √© um direito humano, liberdade pol√≠tica”.

Essas semelhanças tornam a Apple um adversário mais difícil do Firefox.

Por fim, o futuro do Firefox depende das decis√Ķes de alguns reguladores. Baker n√£o pretende participar das discuss√Ķes das autoridades reguladoras, ela simplesmente afirma que “certamente seria √ļtil poder oferecer um produto que consideramos melhor para as pessoas”.