Facebook: Rússia espia a Ucrânia e a Europa Oriental!

O Facebook disse recentemente que descobriu e “desorganizou” uma rede de contas usada pelos serviços secretos militares da Rússia para vazar informações falsas contra a Ucrânia e outros países da Europa Oriental na Internet. De acordo com o Facebook, embora as pessoas por trás da rede tentassem esconder suas identidades e paradeiro, a investigação de sua equipe revelou as medidas tomadas pelos serviços secretos militares russos para reunir informações sobre os oponentes. seus acampamentos. O Facebook, que fez esforços significativos para impedir que governos e grupos políticos usem sua plataforma para espalhar informações falsas ou enganosas, disse que “acalmou” campanhas de desinformação por países como a Rússia.Facebook para Rússia vs Ucrânia e Europa Oriental

O Ministério da Defesa da Rússia se recusou a comentar diretamente os cenários. Moscou, no entanto, negou anteriormente as alegações de envolvimento político dos EUA, incluindo as constatações do procurador-geral dos EUA Robert Mueller, de que usava contas de mídia social para influenciar as eleições presidenciais de 2016.Robert Mueller

O chefe da segurança cibernética, Nathaniel Gleicher, disse que a mais recente operação russa usou mais de 100 contas do Facebook e Instagram para criar perfis falsos, geralmente com jornalistas nos países visados. Essas contas se comunicavam com a mídia e os políticos dos países-alvo para “semear” a discórdia em questões políticas e espalhar informações falsas e imprecisas. Essas informações imprecisas incluem falsas alegações de corrupção, tensões étnicas na península da Crimeia anexadas pela Rússia e o acidente de um avião da Malásia na Ucrânia em 2014.Nathaniel Gleicher

Gleicher disse à Reuters que conhecia a empresa russa há muito tempo, que operava principalmente entre 2016 e 2017, e que havia alguma evidência de sua existência até hoje. O objetivo principal era coletar informações e, ao mesmo tempo, tentar “atingir” pessoas importantes em um país, a fim de obter um alto impacto. No entanto, essa rede conseguiu atrair um pequeno número de fãs e, ao mesmo tempo, publicou artigos na mídia local.

Além disso, os jornalistas “falsos” entrevistaram críticos do Kremlin, que os enganaram, levando-os a fazer comentários abertos, que depois ignoraram na Internet.

Por fim, o Facebook disse que suspendeu outras duas contas de rede que nada tinham a ver com a operação russa. Um envolveu uma rede iraniana direcionada aos Estados Unidos e o outro envolveu uma empresa de relações públicas no Vietnã.