Facebook: perguntar√° aos usu√°rios sobre o “Reconhecimento Facial”

“Ele se comprometeu a implementar ou levar em conta outras ‘melhores pr√°ticas propostas pelo Comiss√°rio para Dados Pessoais'”, afirmou a empresa em comunicado recente.

O site de rede social mais popular concordou em fazer v√°rias altera√ß√Ķes em seus servi√ßos para melhorar a transpar√™ncia e a privacidade de seus milh√Ķes de usu√°rios fora dos Estados Unidos. Ap√≥s uma inspe√ß√£o interna e aprofundada da empresa em sua sede na quarta-feira, foi decidido, entre outras coisas, pedir aos usu√°rios europeus<‚Ķ>

se eles quiserem participar do reconhecimento facial, em um esfor√ßo para reestruturar pol√≠ticas para manter e eliminar dados privados, al√©m de reduzir as informa√ß√Ķes coletadas sobre pessoas que n√£o “entram” no Facebook.

A sede internacional do Facebook está localizada em Dublin, o que significa que a empresa é obrigada a cumprir as leis europeias de dados pessoais, muito mais rigorosas do que as dos Estados Unidos;

“O Facebook se comprometeu a implementar ou levar em conta outras ‘melhores pr√°ticas propostas pelo comiss√°rio de dados pessoais'” “, afirmou a empresa em comunicado. “A implementa√ß√£o desses compromissos exigir√° muito trabalho nos pr√≥ximos seis meses”, afirmou. A empresa concordou em apresentar seus resultados em um relat√≥rio em julho.

No passado, o “colosso” de Mark Zuckerberg foi duramente criticado por suas pr√°ticas em rela√ß√£o aos dados de seus usu√°rios. Foi somente em novembro que a empresa concordou em realizar uma auditoria governamental de sua pol√≠tica a cada dois anos pelas pr√≥ximas duas d√©cadas; isso fazia parte de um acordo com a Federal Trade Commission. As alega√ß√Ķes da FTC sugeriram que a empresa fornecesse detalhes sobre a vida dos usu√°rios sem seu consentimento, conforme exigido por lei.

“N√£o cabe ao inspetor decidir se h√° uma viola√ß√£o da lei”, disse Billy Hawkes, Comiss√°rio de Dados Pessoais, a rep√≥rteres. “O papel do controle √© ajudar uma organiza√ß√£o a alcan√ßar total conformidade com a lei, alinhando-a √†s melhores pr√°ticas”.

Na Europa, o Facebook recebeu “flechas” de cr√≠ticas com v√°rias categorias, desde a venda de dados pessoais a anunciantes at√© o arquivamento de dados que os usu√°rios exclu√≠ram.

Nos pa√≠ses de l√≠ngua alem√£, onde as leis de privacidade s√£o mais protetoras do que as da UE, s√£o comuns campanhas de campanha contra o Facebook. Um grupo de estudantes austr√≠acos, que se autodenomina “Europa pelo Facebook”, √© um desses casos: eles entraram com 22 processos judiciais junto √†s autoridades irlandesas para que o Facebook cumprisse a lei. “Muita coisa precisa mudar, muito mais do que antes”, disse Max Schrems, porta-voz do grupo.

Fonte: portal.kathimerini.gr