Facebook e WhatsApp fornecerão dados do usuário às autoridades

Sob o novo tratado EUA-Reino Unido a ser assinado no pr√≥ximo m√™s, o Facebook e o WhatsApp ter√£o que compartilhar os dados pessoais de seus usu√°rios com a pol√≠cia do Reino Unido por raz√Ķes de seguran√ßa.

O novo tratado, chamado Lei de Esclarecimento sobre Uso Legal de Dados no Exterior ou simplesmente Lei de Nuvem, instrui o Facebook e o WhatsApp a divulgar as comunica√ß√Ķes eletr√īnicas de seus usu√°rios √†s autoridades brit√Ęnicas.

√Č importante observar que o termo “comunica√ß√£o eletr√īnica” n√£o significa necessariamente a divulga√ß√£o de “mensagens criptografadas”. De fato, a certa altura, o tratado afirma que “n√£o concede nenhuma autoridade √†s autoridades para que possam for√ßar os provedores de servi√ßos a descriptografar as comunica√ß√Ķes”.

Portanto, mesmo que o Facebook seja forçado a compartilhar as conversas criptografadas de seus usuários, ele não ajudará muito as autoridades, pois é humanamente impossível descriptografá-las.

No entanto, as autoridades brit√Ęnicas agora poder√£o acessar informa√ß√Ķes de metadados, como fotos de perfil, endere√ßos IP, listas de contatos etc. O novo tratado tamb√©m deve se espalhar para o Instagram e o Facebook Messenger.

Nos √ļltimos anos, o Facebook se tornou o centro de muitas atividades ilegais e imorais, como a promo√ß√£o de pornografia infantil e o discurso de √≥dio. √Č por isso que o Reino Unido pediu a todas as plataformas desse tipo que desenvolvessem “backdoors” que permitam √†s autoridades acessar todas as informa√ß√Ķes compartilhadas pelos usu√°rios.

O novo tratado pode parecer um pouco rigoroso, mas, como aponta o chefe de segurança do Facebook, Alex Stamos, a lei não exige nada diferente dos tribunais dos EUA.

O Facebook acredita que a nova lei é o ideal para encontrar um equilíbrio entre o acesso a dados e a não violação da privacidade do usuário.

“Pol√≠ticas governamentais como o Cloud Act permitem que as empresas forne√ßam informa√ß√Ķes dispon√≠veis quando recebem solicita√ß√Ķes legais v√°lidas e n√£o exigem que as empresas criem backdoors”, disse o Facebook.