Está aberto o caminho para discos rígidos a partir de cristais

Os usu√°rios de computadores podem armazenar seus dados na mem√≥ria e nos discos r√≠gidos de vidro no futuro, j√° que cientistas brit√Ęnicos desenvolveram “cristais de mem√≥ria” inovadores semelhantes aos usados ‚Äč‚Äčpelo Super-Homem.

Pesquisadores do Centro de Pesquisa Optoeletr√īnica da Universidade de Southampton, liderados pelo professor Peter Kazanski e Martina Beresna, que publicaram o estudo<‚Ķ>

Segundo o British Telegraph e o Daily Mail, eles usaram raios laser para alterar as propriedades do vidro puro e permitir o armazenamento de dados.

Os cientistas estão otimistas de que, com o aprimoramento gradual da técnica, cristais inovadores em breve poderão armazenar muito mais dados do que os discos rígidos convencionais, enquanto o novo material ficará menos vulnerável a superaquecimento, umidade e danos. Atualmente, os cristais podem armazenar até 50 Gb de dados (aproximadamente o tamanho de um disco Blu-ray) em uma superfície de vidro do tamanho de uma tela de telefone celular. O usuário pode escrever e apagar dados muitas vezes nos cristais de vidro.

A nova nanotecnologia √© baseada na “manipula√ß√£o” dos √≥culos, bem como na luz que passa atrav√©s dele. O novo m√©todo altera a maneira como a luz √© transmitida atrav√©s do vidro, criando pequenos “v√≥rtices” de luz polarizada, que podem ser lidos tanto quanto os dados nas fibras √≥pticas. A grava√ß√£o √© feita atrav√©s de um laser que captura pequenos pontos como pixels tridimensionais (chamados voxels) no vidro, que s√£o lidos usando um decodificador visual.

Os cristais de mem√≥ria podem suportar temperaturas de at√© 1.000 graus Celsius, n√£o s√£o afetados pela √°gua e podem durar milhares de anos sem armazenar seus dados armazenados. “Desenvolvemos uma mem√≥ria que permite que os dados sejam armazenados em vidro e durem para sempre. Pode ser uma forma muito est√°vel e segura de mem√≥ria port√°til, muito √ļtil para organiza√ß√Ķes com arquivos grandes. No momento, as empresas precisam fazer backup de seus arquivos a cada cinco a dez anos, porque as mem√≥rias do disco r√≠gido t√™m uma vida √ļtil curta “, disse Beresna, que acrescentou que a descoberta pode ser muito √ļtil. em museus e outras institui√ß√Ķes, como os arquivos nacionais de um estado, que possuem um grande n√ļmero de documentos.

Os pesquisadores já estão trabalhando com a empresa lituana Altechna para lançar novos cristais. Ao mesmo tempo, a nova técnica pode ser usada para criar novos tipos de microscópios.

Fonte: newpost.gr