Descoberta vulnerabilidade grave do WhatsApp: como se proteger do perigo de spyware

UMA vulnerabilidade descoberta no WhatsApp pode ser usado para injetar spyware perigoso Pegasus em smartphones segmentados. De acordo com o Financial Times, ambos os dispositivos iOS e aqueles com Android estariam envolvidos. O spyware foi desenvolvido pelo grupo israelense NSO; ele pode ser instalado sem deixar rastro ao receber uma ligação e não é necessårio responder. O perigo foi também confirmado pelo WhatsApp.

Uma vez instalado, o malware pode ativar cùmeras e microfone no terminal, verificar a lista de e-mails e mensagens e coletar dados sobre as posiçÔes alcançadas pelo usuårio. O WhatsApp recomenda que todos os usuårios atualizem o aplicativo imediatamente, com a versão mais recente do cliente distribuída nas lojas que fecha a falha de segurança. De fato, em uma nota, a empresa especificou:

“O WhatsApp incentiva todos os usuĂĄrios a atualizarem para a versĂŁo mais recente do aplicativo, bem como manter o sistema operacional mĂłvel, para se protegerem de possĂ­veis exploraçÔes projetadas para comprometer as informaçÔes armazenadas no dispositivo mĂłvel.

A vulnerabilidade foi descoberta nos primeiros dias de maio e foi explorada para tentar injetar Pegasus no terminal de um ativista de direitos humanos do Reino Unido. A empresa conseguiu parar o ataque e estĂĄ investigando para encontrar ou estimar o nĂșmero de smartphones realmente alvo da exploração. É provĂĄvel que o invasor tenha alvos de alto nĂ­vel em mente, mas a falha em clientes obsoletos permanece ativa.

A NSO reivindica vender o Pegasus a governos e órgãos policiais, com o objetivo de ajudar a combater o terrorismo e o crime. O spyware, no entanto, também foi usado por países, organizaçÔes e realidades de terceiros para fins agressivos e não exatamente benevolentes. Em 2016, Pegasus foi de fato explorado por um ataque contra o ativista de direitos humanos Ahmed Mansoor, enquanto em 2018 um ataque foi dirigido à jornalista Carmen Aristegui enquanto investigava um escùndalo envolvendo o presidente mexicano.

Segundo pesquisadores citados pela fonte, o Pegasus tem sido usado por pelo menos 45 paĂ­ses nos Ășltimos anos para ajudar a perseguir dissidentes inocentes, jornalistas e civis.