China pousou uma espaçonave no lado escuro da lua

Cinq√ľenta anos depois que o homem p√īs os p√©s na lua, a China se tornou o primeiro pa√≠s a pousar uma espa√ßonave em ambos os lados da lua.

Lua

De acordo com a China Global Television Network America, em 2 de janeiro, uma espaçonave chinesa lançada da China no início de dezembro carregando um veículo espacial pousou em uma cratera no lado da lua que está sempre longe da Terra. O pouso sinaliza uma grande inovação tecnológica para o país e coloca a China na elite dos países do espaço.

O bem-sucedido eclipse lunar foi uma de uma s√©rie de miss√Ķes planejadas, denominadas miss√£o Chang’e-4, destinadas a explorar a superf√≠cie da lua. Antes deste programa, a China havia enviado uma espa√ßonave com um ve√≠culo espacial para o lado positivo da Lua, fazendo o pa√≠s terceiro pousar suavemente em sua superf√≠cie.

Esse esfor√ßo n√£o foi simples e ningu√©m conseguiu at√© agora, porque √© dif√≠cil se comunicar com os rob√īs do lado da Lua que n√£o podemos ver. Sem contato visual direto com a Terra, n√£o h√° uma maneira simples de receber sinais de r√°dio da sonda no lado escuro da lua. E para ser franco, n√£o est√° escuro, j√° que o sol a v√™, n√£o √© vis√≠vel da Terra. Portanto, o termo “isolado” √© mais test√°vel.

A China conseguiu se comunicar usando um satélite lunar lançado em maio e atua como intermediário entre a espaçonave e a Terra.

O pouso na Lua ocorreu em uma cratera no p√≥lo sul, que voc√™ chama de Aitken. Esta √© uma √°rea lunar que muitos cientistas querem explorar. A cratera, que tem cerca de 1.550 milhas de largura, √© considerada uma cratera muito antiga, criada quando uma enorme rocha atingiu a Lua bilh√Ķes de anos atr√°s. Avaliar a idade exata da bacia criada pela colis√£o pode nos ajudar a aprender mais sobre quando esse evento ocorreu, fornecendo pistas sobre como era o ambiente do Sistema Solar.

O Chang’e-4 pode n√£o ser capaz de calcular a idade exata da bacia do P√≥lo Sul-Aitken, mas est√° equipado com muitos instrumentos cient√≠ficos que nos contar√£o mais sobre essa parte misteriosa da Lua. A espa√ßonave desenvolver√° em breve seu pr√≥prio ve√≠culo espacial, que aprender√° mais sobre a composi√ß√£o e a estrutura das rochas nessa √°rea. Atualmente, ele se concentrar√° no c√©u, coletando dados sobre astr√īnomos aqui na Terra que est√£o dispostos a tirar proveito da posi√ß√£o √ļnica da sonda no lado mais distante da lua. √Ä noite, quando a Lua protege essa √°rea dos sinais do Sol e do r√°dio da Terra, a sonda deve ter uma vis√£o incompar√°vel das estrelas.

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