CEPI: √Č poss√≠vel ter uma vacina para COVID-19 em 2020!

√Č prov√°vel que uma vacina para combater a pandemia de coronav√≠rus COVID-19 esteja dispon√≠vel em 2020 para grupos vulner√°veis, como profissionais de sa√ļde, em um per√≠odo mais curto do que se pensava anteriormente. A Coaliz√£o de Inova√ß√Ķes em Prepara√ß√£o para Epidemias (CEPI), que financia nove programas diferentes de desenvolvimento de vacinas para o COVID-19, informou recentemente que uma vacina pode estar dispon√≠vel dentro de 12 a 18 meses. No entanto, de acordo com Richard Hatchett, chefe da organiza√ß√£o sediada em Oslo, na Noruega, essa avalia√ß√£o n√£o levou em conta a possibilidade de muitas empresas estarem trabalhando juntas para acelerar o processo de desenvolvimento de vacinas e, portanto, seus testes em seres humanos.

√Ä medida que o n√ļmero de casos de coronav√≠rus se aproxima de 3 milh√Ķes em todo o mundo, cresce a press√£o para desenvolver tratamentos e vacinas que eliminar√£o a transmiss√£o do v√≠rus. Juntamente com a a√ß√£o do CEPI, dezenas de empresas em todo o mundo est√£o trabalhando no desenvolvimento de vacinas, incluindo Sanofi, Johnson & Johnson e Moderna Inc.

Uma equipe da Universidade de Oxford, liderada por Sarah Gilbert, professora de vacina√ß√£o, come√ßou a testar o desenvolvimento de uma vacina eficaz em setembro. No entanto, muitos especialistas apontam que a maioria das vacinas exige anos de testes antes de serem comercializadas e que 12 a 18 meses √© um per√≠odo extremamente curto. As vacinas COVID-19 de crescimento mais r√°pido est√£o sendo fabricadas com novas tecnologias que n√£o demonstraram ser √ļteis para os seres humanos.

Hatchett observou que ele n√£o quer ultrapassar, mas muitas vacinas apoiadas pelo CEPI podem ser liberadas em uma segunda fase de testes apenas no final da primavera ou no ver√£o. Isso significa que as primeiras vacinas podem ser administradas em 2020, se forem seguras e eficazes, possivelmente em emerg√™ncias. Os cientistas sabem de casos no passado em que o r√°pido desenvolvimento de vacinas n√£o funcionou bem. √Č por isso que eles est√£o levando o processo muito a s√©rio, acrescentou Hatchett. Com a evolu√ß√£o das vacinas experimentais, governos e equipes de sa√ļde enfrentam o desafio de produzir doses suficientes para atender √† demanda global e garantir que as vacinas sejam distribu√≠das uniformemente.

O chefe da Sanofi, Paul Hudson, levantou na semana passada quest√Ķes sobre a capacidade da Europa de produzir v√°rias doses, dizendo que os Estados Unidos podem ser os primeiros a vacinar, gra√ßas √† Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biom√©dica Avan√ßada. uma ag√™ncia governamental que ap√≥ia o desenvolvimento de vacinas.