As primeiras indicações para a detecção de partículas de matéria escura

Cientistas dos EUA relataram os primeiros sinais de partículas misteriosas de matéria escura sendo detectadas por um laboratório subterrâneo centenas de metros abaixo da superfície de uma antiga mina em Minnesota, EUA.

Embora se calcule que compõe cerca de 27% do universo, ninguém ainda conseguiu ver a matéria escura. Os esforços para localizá-lo foram feitos tanto do espaço (do Espectrômetro Magnético Alfa na Estação Espacial Internacional) como da Terra (CERN), mas principalmente em suas instalações, a fim de evitar interferências da radiação cósmica que cai. na superfície do nosso planeta.

matéria escura

Pesquisadores do experimento CDMS (Cryogenic Dark Matter Search), liderado pelo LaboratĂłrio Nacional Fermi do Departamento de Energia dos EUA, que fez o anĂşncio em uma conferĂŞncia da Sociedade Americana de FĂ­sica, segundo a BBC, disseram que seus detectores subterrâneos localizaram trĂŞs “Sinais”, possivelmente derivados da matĂ©ria escura, pois atingem partĂ­culas da matĂ©ria normal. Mas eles disseram que era muito cedo para falar sobre descoberta, pois eram necessários mais dados para confirmar que era de fato matĂ©ria escura.

A matĂ©ria fantasma, que, entre outras coisas, contĂ©m galáxias, sĂł reage fracamente Ă  matĂ©ria visĂ­vel, razĂŁo pela qual suas partĂ­culas hipotĂ©ticas foram chamadas de “partĂ­culas com fraca interação” (WIMP). O experimento CDMS tenta “capturar” essas partĂ­culas fugazes nos raros momentos em que os cientistas acreditam que colidem, no fundo do solo, em nĂşcleos atĂ´micos de matĂ©ria normal (germânio e silĂ­cio), que esfriaram a temperaturas extremamente baixas. muito perto do zero absoluto.

O mesmo laboratĂłrio – que iniciou sua pesquisa subterrânea em 2003 – havia relatado duas possĂ­veis colisões de partĂ­culas em 2010, mas essas foram posteriormente refutadas. Desta vez, trĂŞs “sinais” foram detectados e a probabilidade de ser um erro novamente Ă© de apenas 0,19% (portanto, a probabilidade de detecção Ă© quase 98%).

De acordo com as estimativas dos fĂ­sicos americanos, se for uma colisĂŁo de partĂ­culas de matĂ©ria escura com partĂ­culas de matĂ©ria visĂ­vel, os primeiros cálculos mostram que a partĂ­cula de matĂ©ria escura (WIMP) possui uma massa menor do que o estimado anteriormente (cerca de sete vezes). massa do prĂłton), embora dentro de certas previsões teĂłricas. Somente a detecção de mais “sinais” de colisões de partĂ­culas no futuro lançará mais luz sobre o mistĂ©rio.

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