A primeira formação colaborativa grega para o espaço

O primeiro cluster grego (formação cooperativa inovadora) para o espaço, chamado si-Cluster, está começando a se desenvolver.

Recentemente, o Secretariado Geral de Pesquisa e Tecnologia (GGET) aprovou a proposta de financiamento no valor de at√© 5 milh√Ķes de euros da “Forma√ß√£o Cooperativa Hel√™nica de Tecnologias e Aplica√ß√Ķes Espaciais (si-Cluster)”, no √Ęmbito do programa “Inovador na Cria√ß√£o de Emerg√™ncias”. Produto grego, um mercado: o planeta – fase de opera√ß√£o piloto “.

A Gr√©cia, atrav√©s da sua participa√ß√£o ativa nos programas da Ag√™ncia Espacial Europeia (ESA), desde 2005, quando se tornou membro, acumulou gradualmente know-how e experi√™ncia significativos em √°reas relacionadas ao espa√ßo, resultando na cria√ß√£o gradual de uma din√Ęmica, que favoreceu a cria√ß√£o deste cluster, de acordo com a ESA.

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A id√©ia para o si-Cluster come√ßou em 2008, com o estabelecimento da Uni√£o Hel√™nica de Ind√ļstrias de Tecnologia e Aplica√ß√Ķes Espaciais (EVIDITE), e foi fortalecida em 2009 em colabora√ß√£o com Corallia, o primeiro √≥rg√£o criado na Gr√©cia com o objetivo de ser organizado e sistem√°tico. gerenciamento e desenvolvimento de clusters de inova√ß√£o colaborativa.

A iniciativa foi gradualmente expandida para pesquisa básica e aplicada. Assim, dos 11 membros em 2011, hoje o si-Cluster é composto por 23 membros: 18 empresas, dois laboratórios universitários, um instituto de pesquisa, Corallia e EVIDITE, enquanto espera-se que mais seis órgãos acadêmicos se tornem membros em 2013.

Desde o ano passado, o si-Cluster fez uma parceria com o Minist√©rio da Defesa Nacional e Meio Ambiente e o Minist√©rio do Meio Ambiente, Energia e Mudan√ßas Clim√°ticas, Servi√ßos de Vigil√Ęncia de Fronteiras, o Centro de Estudos de Seguran√ßa, a Confedera√ß√£o Panhellenic de Cooperativas Agr√≠colas e outras ag√™ncias.

Os membros do si-Cluster – empresas gregas de alta tecnologia e centros de pesquisa – representam uma porcentagem significativa do potencial grego de pesquisa e industrial no campo da tecnologia e aplica√ß√Ķes espaciais. A maioria (59%) dos membros s√£o Societes Anonymes, 9% s√£o sociedades de responsabilidade limitada, 14% s√£o empresas uniformes e 18% possuem outra forma jur√≠dica (universidades, centros de pesquisa, empresas burguesas).

28% dos membros industriais s√£o empresas de m√©dio porte e 72% s√£o pequenos. 11% dos membros industriais t√™m um faturamento entre 10 e 50 milh√Ķes de euros, 28% entre 2 e 10 milh√Ķes e 61% a menos de 2 milh√Ķes.

A crise econ√īmica teve pouco efeito nesse setor espacial especializado em compara√ß√£o com outros setores da economia grega, j√° que nenhuma empresa fechou. Pelo contr√°rio, algumas novas foram criadas, enquanto as exporta√ß√Ķes da forma√ß√£o cooperativa aumentaram nos √ļltimos dois anos.

Graças ao alto nível de pessoal científico empregado e em combinação com a experiência no desenvolvimento de produtos e serviços espaciais, os membros da si-Cluster já conseguiram ser competitivos no mercado internacional.

Os membros do si-Cluster lidam, entre outras coisas, com comunica√ß√Ķes espaciais, tele-sensores, monitorando o ambiente do espa√ßo, protegendo os cidad√£os em emerg√™ncias (terremotos, inunda√ß√Ķes, inc√™ndios, etc.), aplica√ß√Ķes Sistemas de informa√ß√£o geogr√°fica (SIG), tecnologias de vigil√Ęncia espacial e costeira, sistemas eletr√īnicos “inteligentes”, sistemas de transporte “inteligentes”, novos materiais e outras aplica√ß√Ķes espaciais.

O si-Cluster espera, nos pr√≥ximos anos, fortalecer ainda mais sua parceria e presen√ßa internacional. “Com o si-Cluster, nosso objetivo √© colocar a Gr√©cia no mapa dos pa√≠ses que est√£o desenvolvendo tecnologias e aplicativos espaciais para atrair atividades significativas de pesquisa e neg√≥cios”, disse Jorge-A.Sanchez-P, chefe de estrat√©gia e finan√ßas. Corallia e, ao mesmo tempo, gerente do si-Cluster (Corallia tem o papel de coordenador do si-Cluster).

Ele disse: “Hoje, mais de 30 pa√≠ses desenvolveram programas espaciais e t√™m sat√©lites em √≥rbita, principalmente para fins de telecomunica√ß√Ķes, e estamos vendo um r√°pido aumento no interesse pelos servi√ßos de observa√ß√£o da Terra. Nesta fase, seria particularmente dif√≠cil para a Gr√©cia desenvolver seu pr√≥prio programa por enquanto, pois isso exigiria investimentos significativos. As principais ferramentas que o pa√≠s tem para exercer alguma influ√™ncia nessa √°rea s√£o atrav√©s de sua forte participa√ß√£o nas atividades da Ag√™ncia Espacial Europeia, onde ocorrem todas as pesquisas e desenvolvimento europeus relevantes, bem como atrav√©s do desenvolvimento de um forte cluster nacional que contribui para a consolida√ß√£o da estrat√©gia nacional do setor “.

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