A nova lista de “Inimigos da Internet”, da Rep√≥rteres Sem Fronteiras

internet_censor Este ano, a lista da organização foca nos cinco estados que espionam seus cidadãos na web.

De acordo com a Repórteres Sem Fronteiras, cinco países ao redor do mundo monitoram regularmente seus cidadãos no ciberespaço e jornalistas locais Рaproveitando isso. <…>

empresas de tecnologia avançada do mundo ocidental.

Assim, o S√≠ria, China, Ir√£, Bahrein e Vietn√£ s√£o os estados inclu√≠dos na lista deste ano de “Inimigos da Internet”, publicada hoje pela organiza√ß√£o e compilada com base no “desempenho” de cada pa√≠s no monitoramento da web. “Os casos de vigil√Ęncia online aumentaram nesses regimes nos √ļltimos meses, com ataques cibern√©ticos e outros m√©todos usando software malicioso”, disse o Rep√≥rteres Sem Fronteiras em comunicado.

Como todos os anos, este ano a lista de “Inimigos da Internet” foi publicada por ocasi√£o do Dia Mundial do Cibercrime. No entanto, ressalta a organiza√ß√£o, os esfor√ßos desses pa√≠ses n√£o funcionariam se n√£o houvesse empresas ocidentais para fornec√™-las com as tecnologias necess√°rias. De fato, a organiza√ß√£o completa o relat√≥rio com uma segunda lista de empresas que trabalham com eles “Inimigos da Internet” – e quais s√£o Gamma International, Trovicor, Equipe de hackers, Amesys e Blue Coat Systems.

O Repórteres Sem Fronteiras salienta que as empresas devem garantir que seus produtos não acabem em regimes autoritários, mesmo nos casos em que as vendas são feitas por intermediários. Esses produtos incluem equipamentos que permitem o registro em massa da atividade de milhares de usuários na Internet, bem como programas que espionam cidadãos específicos a cada vez.

Embora a organiza√ß√£o reconhe√ßa que essas tecnologias est√£o sendo usadas em todo o mundo para combater legitimamente o cibercrime, quando est√£o em m√£os erradas, elas “se tornam ferramentas extremamente eficazes para a censura e a vigil√Ęncia da Internet contra jornalistas e ativistas”. Ao mesmo tempo, insta os Estados Unidos e a Europa a estabelecer uma estrutura de regras que governem a compra e venda internacional dessas “armas digitais”, impondo embargos aos pa√≠ses que violam sistematicamente os direitos individuais.

Fonte: portal.kathimerini.gr